Monday, April 23, 2007

Boa tarde colegas anti-procrastinadores

Antes de mais deixem-me confessar que a minha primeira reação quando recebi o convite para este blog foi pensar "amanhã depois vejo isto!!". Depois como não tava a dar nada de jeito na televisão, lá decidi dar uma vista de olhos, e pronto, já não consegui permanecer indiferente a este assunto. Assim aqui estou, unindo-me a esta luta, tendo a plena consciência que um dia ainda me vou lixar, porque de facto como escreveu Fernando Pessoa "Ai que prazer ter um dever e não o fazer..." Enfim, fora de brincadeiras a realidade é que a procrastinação é um mal que passa por todos e que todos devemos fazer um grande esforço por combater. Se todos contribuirmos um pouco com o nosso esforço, de certeza que filas de espera e apreciações de processos que levam eternidades, vão reduzir substancialmente.

saudações
gbc

2 comments:

Rodrigo said...

Colega anti-procrastinador, antes de mais, um abraço!

Agora, ao que interessa:
Não podemos nós ambicionar mais do que poderá alguma vez ser exequível. Sonhar demasiado alto causará frustração, e por consequência: a proscrastinação!

Concordo que devemos fazer um esforço, mas porém, não estando nós na política, não podemos alguma vez falar como algo impossível fosse acontecer. Lutaremos contra a proscrastinação e contra o acumular de processos como V. Ex.ª referiu, e ainda assim, temos de ter os pés na terra e saber que na função pública nunca ganharemos qualquer guerra, qualquer batalha....

Qualquer parecença deste comentário com um ataque à função pública é a mais pura realidade.

Com os mais calorosos cumprimentos,
Camarada Rodrigo.

Ruben Pedro said...

Concordo plenamente, não sabia é que o Fernando Pessoa partilhava essa opinião :) pelos vistos o que nos corre no sangue já não é novo. Prova dos 9, Tuga enraizado! Isso explica muita coisa, aquela máxima do poeta ser um fingidor afinal confirma-se, o poeta finge que pensa, mas não pensa porque não se dá a esse trabalho. Outra é aquela camponesa feliz por ser ignorante, não ter a dor de pensar... estou a ver! E os heterónimos são um escape, após o autor se ter enterrado como procrastinador, começou a criar personagens para encobrir a sua verdadeira personalidade! E foi enterrando sucessivamente uns atrás dos outros, como forma de luta consigo mesmo... Grande FP!